Blockbuster: O Capítulo Final

January 12, 2018

Há 11 anos, a Lojas Americanas anunciava a compra da rede de vídeolocadoras Blockbuster no Brasil, que na época pertencia ao Unibanco Empreendimentos. Já era o 'começo do fim' da história da rede de locação que marcou uma geração que passou a depender dela para consumir conteúdo dado o interesse imobiliário por suas lojas e não mais por seu modelo de negócio. Muitos nostálgicos, inclusive, manifestam sentir falta da rotina de ir até uma loja e ficar um longo tempo escolhendo quais seriam os conteúdos a serem assistidos pelo fim de semana.

 

Em épocas áureas, grande parte do atrativo da rede era oferecer 'plena disponibilidade' de se assistir o que se quisesse, quando se quisesse. Era, inclusive, garantida pela empresa em seu modelo de negócio para alguns lançamentos mais procurados, recompensando com aluguéis grátis caso a promessa não fosse cumprida. Para não frustrar seu consumidor, grandes lançamentos contavam com dezenas ou centenas de cópias físicas, para que o consumidor não perdesse a viagem e mantivesse sua lealdade.

 

Em seu processo de atualização às tendências e os interesses do consumidor, a empresa demorou a entender que o interesse real de seus clientes era ter o conteúdo disponível de forma instantânea, sem a necessidade de deslocar-se a uma loja, escolher o filme, pegar uma fila e correr o risco de pagar multas caso atrasasse na devolução da mídia física.

 

Enquanto isso, seu principal concorrente, a Netflix, apostava em entregar o conteúdo diretamente no dispositivo do consumidor, via streaming, tecnologia que estava em fase adoção mas já apresentava excelente potencial.

 

Embora o exemplo da Blockbuster seja notório e extremamente conhecido, quem passou por uma loja Americanas Express nas últimas semanas pode ter se deparado com o anúncio de venda das cópias remanescentes do antigo modelo de negócio de distribuição de conteúdo em mídias físicas. Pois é, um negócio bilionário reduzido, anos depois, a DVDs vendidos por uma fração do que custavam enquanto alugados. DVDs que aliás, novas gerações de consumidores sequer dispõem de um aparelho para sua reprodução.

 

O que nós empreendedores podemos aprender com este caso? Quanto o conforto da liderança pode nos tirar a motivação de ver o diferente e fazer mudanças radicais?

 

Pense nisso. Trabalhe em rede no Exit Coworking. 

 

Exit Coworking

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